Solenidade de Todos os Santos — A santidade atualmente é possível?

Hoje, dia 1º de novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos, uma das festas mais belas do calendário litúrgico. É o dia em que contemplamos a vitória da graça de Deus na vida de homens e mulheres que, em diferentes tempos e lugares, viveram o Evangelho com fidelidade e amor.

 

Celebrar esta solenidade é recordar que a santidade não é um privilégio de poucos, mas um chamado universal, um convite dirigido a cada batizado. “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pd 1,16), diz o Senhor. E essa voz ecoa ainda hoje, em meio à correria, às tentações e às distrações do mundo moderno. A santidade é possível, e mais necessária do que nunca, porque o Espírito Santo continua agindo na história e santificando corações dispostos a amar.

 

Ser santo não é viver fora do mundo, mas viver no mundo sem pertencer a ele. É ser sinal da presença de Deus no trabalho, na família, nas relações e em todas as circunstâncias da vida. O santo é aquele que se deixa moldar por Deus, que cai e recomeça, que confia na misericórdia e luta para permanecer fiel.

 

Hoje, ao contemplar a multidão de santos, conhecidos e anônimos, a Igreja nos recorda que também há um lugar para nós. Cada ato de amor, cada gesto de perdão, cada oração oferecida com fé é um passo no caminho da santidade.

 

Que esta solenidade desperte em nós o desejo sincero de seguir o mesmo caminho dos santos: o caminho do amor total a Deus e ao próximo. Porque a santidade não é uma exceção: é a vocação de todos os filhos de Deus.